Com frivolidade se adjetiva de "gênio" qualquer tiro certo. Que o diga M. Night Shyamalan, alçado a realizador de pedidos por conta do seu achado chamado "O sexto sentido". Depois disso ladeira abaixo. Oliver Stone deve ter se achado o próprio amigo do Aladin quando emplacou "Platoon" e "Wall Street" e sua "genialidade" foi carimbada por meio mundo. Depois disso chegou na américa do sul pra se amigar com Hugo Chavez e pintar o fanfarrão com cores de injustiçado. E estou citando os tais gênios do cinema. E toda área tem o seu. Difícil é saber quem sobrevive a este rótulo carregando-o.
Pois aqui tasco o adjetivo em Spike Jonze. E nem botamos na conta suas incontáveis e impressionantes incursões pelo mundo dos videoclipes (Bjork, WHite Stripes, Weezer, Beastie Boys, etc.) Eu acredito que num futuro próximo, quando Jonze contar com uma quantidade avaliável de filmes para se medir algo, você vai concordar comigo que ele é um gênio, sem aspas. Por enquanto temos apenas "Quero ser John Malkovich", surto existencialista que discute de tudo confundindo muito mais do que explicando, e "Adaptação", de longe o melhor exercício de metalinguagem já produzido por uma forma de arte. Saca só o trailer do próximo.