No sábado fui procurar a repercussão do show no Rio de janeiro e o que encontrei foram boas resenhas, mas nada muito impressionante. Los hermanos, ok. Kraftwerk, ok. Radiohead, ok plus.Apenas um sacrilégio. O Radiohead não tocou Fake plastic Trees, clássico da banda no Brasil e que se tornou hit depois de servir de trilha para um (bom) comercial da APAE. Você lembra... é a música do Carlinhos.
Sigo pela Dutra depois de passar o sábado no Vale do Paraíba conde assisti um ótimo show do Trem da Viração, banda craque num show regional que me fez pensar porque isso acontece tão pouco aqui em Palmas. Lugar bucólico e som de primeira. Na estrada, busco nas rádios mais informações do festival. Trânsito, horários (o canal Multishow, muito matreiramente anunciou o show dos Los Hermanos as 20 horas ao vivo, sendo que o mesmo começou as 18:30 pontualmente).Chegando perto da chácara do Jockey o clima começou a mudar. Tanto o metereológico (começou a fechar o céu e a garoar) , quanto o do estado de espírito das pessoas. Trânsito aumentando, multidão nas calçadas apressando o passo, confusão e tudo aquilo que se espera de uma entrada de um grande show. Houve quem reclamasse da organização. Eu cheguei a tempo, com ingresso comprado, estacionei no local oficial e paguei sem nem olhar pra trás. Lá fora cambistas e guardadores de carro inflacionavam o mercado.
Na curva para o estacionamento escuto o Los Hermanos dar os primeiros acordes. Olhei para minha companheira (minha linda e uniúda Aline) e a cara dela foi definitiva: teríamos que correr. Do estacionamento até o extenso gramado da chácaralevamos uns 10 minutos, coisa de duas músicas e daí foi só curtir aquela banda que tanto gostamos e que talvez nunca mais toque ao vivo outra vez:Los hermanos. Tudo conspirava para um show apoteótico, mas alguém esqueceu de avisar a banda. Num show acanhado e curtíssimo, os barbudos conseguiram abalar um clima de festa tocando o burocrático e num pressa sem fim de ir embora logo. Espero que Rodrigo Amarante agora compre seu apartamento e pare de tocar como uma maquina caça-níquel.
Pausa rápida e fomos buscar nossa posição definitiva pro que vinha a seguir, afinal, a coisa tava lotando (30 mil pessoas) e uma vez parado tínhamos que fincar raízes e, depoisde umarápida conferência, fincamos os pés de onde só sairíamos horas depois. Veio o Kraftwerk e fez um show pra lá de interessante com sua música robótica e concretista.
Bom.
Daí veio o Radiohead. E a noite nunca mais seria a mesma. A noite nunca mais seria esquecida por quem estava lá.
“15 steps” do mais recente álbum“In rainbows” (que serve de base pro show) abriu um espetáculo de luzes e cores que hipnotizou todos nos primeiros instantes. O cenário do palco, com grandes tubos prateados descendo de cima, que servem de iluminação, efeitos, telão e ainda seguram diversas câmeras transmitindo detalhes de cada músico prosdois grandes telões ao lado do palco. A cada música as reações iam ficando mais exaltadas e as pessoas começavam a perceber que estar ali era um momento único.“House of cards” pôs todo mundo pra beijar e “ Bodysnatchers” pra pular. De repente surge “Paranoid Android”, hino do elementar álbum “Ok computer” e tudo vira celebração. As pessoas cantam juntos com Tom Yorke “rain down, come on rain down on me” enquanto no palco uma chuva de luzes desse dos tubos. A banda ainda toca fogo no bairrismo quando Tom pega um violão e, ao conferir a afinação, solta a primeira nota de “Fake Plastics trees”. Uma voz grita tão alto o nome da música que chama a atenção do vocalista que responde em concordância “Oh Yeahs!”.Ao meu lado uma garota quase em transe dedica a música aos cariocas. O show atravessa toda a palheta de cores e as imagens do telão oferecem detalhes do palco, como Yorke ao piano com seu olho esbugalhado cantando “Videotape”.
Duas horas e 15 mais tarde, depois de dois bis a banda retorna mais uma vez e finaliza com “Creep”, música responsável pelo estouro do Radiohead. A essa altura vi pessoas chorando, sorrindo, apaixonadas (como eu), fazendo air guitar de olhos fechados. Tudo isso por um show perfeito, com uma banda que toca ao vivo como poucas e que deve ter deixado Marcelo Camelo dentro dos camarins pensando que roubada foi tocar antes desses caras.
Acima um dos melhores momentos captados por um dos que saíram de lá num silêncio simplesmente por não ter o que falar.
Demorei uns dias para iniciar este texto sobre o evento chamado Just a Fest, que aconteceu no Rio de Janeiro na sexta, dia 20 de março, e na chácara do jockey em São Paulo, no domingo, dia 22. Na programação shows com a velha guarda da música eletrônica, os alemães do Kraftwerk, abertura dos Los Hermanos, numa aguardada pausa na pausa que eles estão dando e a grande atração, o grupo inglês Radiohead.
E aqui começa a nossa história.
No sábado fui procurar a repercussão do show no Rio de janeiro e o que encontrei foram boas resenhas, mas nada muito impressionante. Los hermanos, ok. Kraftwerk, ok. Radiohead, ok plus.Apenas um sacrilégio. O Radiohead não tocou Fake plastic Trees, clássico da banda no Brasil e que se tornou hit depois de servir de trilha para um (bom) comercial da APAE. Você lembra... é a música do Carlinhos.
Sigo pela Dutra depois de passar o sábado no Vale do Paraíba conde assisti um ótimo show do Trem da Viração, banda craque num show regional que me fez pensar porque isso acontece tão pouco aqui em Palmas. Lugar bucólico e som de primeira. Na estrada, busco nas rádios mais informações do festival. Trânsito, horários (o canal Multishow, muito matreiramente anunciou o show dos Los Hermanos as 20 horas ao vivo, sendo que o mesmo começou as 18:30 pontualmente).Chegando perto da chácara do Jockey o clima começou a mudar. Tanto o metereológico (começou a fechar o céu e a garoar) , quanto o do estado de espírito das pessoas. Trânsito aumentando, multidão nas calçadas apressando o passo, confusão e tudo aquilo que se espera de uma entrada de um grande show. Houve quem reclamasse da organização. Eu cheguei a tempo, com ingresso comprado, estacionei no local oficial e paguei sem nem olhar pra trás. Lá fora cambistas e guardadores de carro inflacionavam o mercado.
Na curva para o estacionamento escuto o Los Hermanos dar os primeiros acordes. Olhei para minha companheira e a cara dela foi definitiva: teríamos que correr. Do estacionamento até o extenso gramado da chácaralevamos uns 10 minutos, coisa de duas músicas e daí foi só curtir aquela banda que tanto gostamos e que talvez nunca mais toque ao vivo outra vez:Los hermanos. Tudo conspirava para um show apoteótico, mas alguém esqueceu de avisar a banda. Num show acanhado e curtíssimo, os barbudos conseguiram abalar um clima de festa tocando o burocrático e num pressa sem fim de ir embora logo. Espero que Rodrigo Amarante agora compre seu apartamento e pare de tocar como uma maquina caça-níquel.
Pausa rápida e fomos buscar nossa posição definitiva pro que vinha a seguir, afinal, a coisa tava lotando (30 mil pessoas) e uma vez parado tínhamos que fincar raízes e, depoisde umarápida conferência, fincamos os pés de onde só sairíamos horas depois. Veio o Kraftwerk e fez um show pra lá de interessante com sua música robótica e concretista.