Cinematoca 2009

14/01/2009

O QUE SE ESPERA

Hoje no programa Opinião em Debate surgiu a conversa sobre o que se espera da TV Pública.

COmentamos da grade local e acertos e erros que cada um enxerga.

Zapeando pela programação infantil vejo desenhos militarizados, ou aqueles animés que definitivamente não me ganham. Apresentadores mirins (uns até pré-mirins) idiotizam até um adulto que perde preciosos segundos entendendo aquela coisa toda.

Daí vejo a Vila Sésamo lá do "estrangeiro".

 

Quanto a televisão local, uma TV pública gerida por uma fundação de ensino lembramos que:

Informação não é só jornalismo, por mais bem feito que seja.

Educação não é só teleaula, por mais bem feita que seja.

 


Escrito por andre às 15h32
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SOMETIMES ALL YOU HAVE IS YOUR DOG

 

Adaptei porcamente a frase que Mickey Rourke usou no seu discurso de agradecimento para fazer uma analogia distante e errônea sobre Marley & eu, filme hit do natal americano (a segunda data mais concorrida, depois do 4 de julho que "abre" o verão dos dudes.

A carreira de Rourke é de conhecimento público e passa por um previsível início promissor, trabalhos elogiados em filmes Cult, um pornô softcore com Kim Basinger que durou mais que 9 semanas, uma série de enganos alcoólicos, cirúrgicos, estéticos e, claro, artísticos, inclusive um pornô nem tão soft. Em suas próprias palavras, estava praticamente fora do ramo cinematográfico. Sou da idéia de quem perde muito sofre mais do que quem perde muito. Rourke perdeu muito ao longo das duas últimas décadas. Credibilidade, beleza, dinheiro, amigos, saúde e, ao que indicava, até o talento. Na sua improvável, mas agradável volta, Mickey subiu ao palco do Globo de Ouro visivelmente surpreso e se lembrou de agradecer aos seus cães. Não só aos que possui agora, mas todos que teve ao longo da vida.

Talvez isso explique o tamanho sucesso do labrador aparvalhado e desastroso. Marley capta exatamente, ainda que em cores bem bonitinhas tipo Disney, a noção de que às vezes, tudo que o homem é o seu cachorro (no meu caso, cachorros).

 

 


Escrito por andre às 13h05
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12/01/2009

 

2009 COMEÇA AGORA

 

E não é que 2009 chegou. Falta um ano pra 2010 e os carros voadores que minha cabeça calculava para este ano ainda não apareceram em nenhum lugar. Mas o ano começou.

E foi com esse espírito que invadi  madrugada assistindo o Globo de Ouro, que se revelou uma cerimônia surpreendente, ousada e que me traduziu o estado de espírito em que retorno a Palmas e a vida daqui.

Só alegria ver 30 Rock levar tudo. Essa série evolui como trama, sem perder no nonsense. Daqui umas décadas, que nos tempos de hoje se resolvem em uns 8 anos, 30 rock será lembrada como conservadora e tradicional, apesar de agora parecer justamente o contrário. Tina Fey é cirúrgica em seu texto e é difícil o público feminino não se enxergar em sua Liz Lemmon. Prêmios pra série, pra Tina como atriz e Alec Baldwin como ator, provando com sobras que a televisão é lugar de excelência sim.

No cinema, tudo conspirou para o meu ótimo humor, mesmo com sono.

Heath Ledger levou um globo de ator coadjuvante por seu Coringa. Nada mais justo. Ganhou porque criou um ícone do cinema que será lembrado para sempre (mais uns 20 anos) tal qual Rocky, Tony Manero, Hannibal Lecter, Vito Corleone.

Daí começam as (boas) surpresas.

Slumdog Milionaire, do irregular-mas-acima-da-média Danny Boyle (Cova rasa, Traisnpotting), levou os fundamentais prêmios de direção e filme. Filmado em Bombain e falado em um terço no idioma local, o longa acompanha um game-show onde um pobre garoto pode virar milionário, e de como cada resposta se relaciona com eventos da sua breve vida. (Nessas horas começo a ficar tenso pensando quando um filme desses vai chegar aqui em Palmas)

Melhor do que isso foi ver Mickey Rourke ressurgir das cinzas com o prêmio de melhor ator por seu trabalho em The Wrestler, onde faz um daqueles caracterizados personagens da luta livre buscando reunir os cacos de sua vida pessoal. O seu discurso de aceitação foi honesto, emocionado e divertido.

Curioso foi ver Benjamin Button sair de mãos abanando. Claro que o Globo de Ouro não é um termômetro dos mais certeiros para o Oscar, contrariando o senso comum e as transmissões sofríveis da TV aberta. Isso é coisa para os prêmios de sindicato e neles o longa de David Fincher com Brad Pitt vai bem obrigado.

Pra completar, Kate Winslet, uma das melhores atrizes da história do cinema (duvida, puxe a lista de filmes dela, o número de indicações, os diretores com quem trabalhou e me contradiga), saiu com dois globos de melhor atriz, deixando a concorrência a ver navios enquanto subia numa sincera emoção para agradecer seu amigão Di Caprio e o maridão talentoso Sam Mendes (Beleza Americana) que dirigiu os dois na adaptação de Revolutionary Road.

Três da manhã. Resolvo dormir. Daí começa I´m not there, com nada mais, nada menos que Heath, Cate Blanchet, Cristian Bale, Richard Gere e mais um monte de gente que tinha acabado de ver no Globo de Ouro. Todo mundo fazendo o Bob Dylan. E minha noite de sono vai pro espaço.

2009 acabou de começar.


Escrito por andre às 20h58
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