Cinematoca 2011
   
 



BRASIL, Norte, PALMAS, AREA CENTRAL, Homem, de 26 a 35 anos, Bashkir, Afar, Arte e cultura
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DAQUI!!!

 

Eu não acredito que o Hélio Brito não compartilhe do mesmo entusiasmo que eu quanto ao seu curta CONCEIÇÃO MY LOVE.

Pareceu surpreendido quando disse que era o meu filme favorito de toda sua obra, quase achando se tratar de uma brincadeira de mau gosto. Me senti constrangido. 

Original dos anos 80, filmado em película, CONCEIÇÃO é  uma obra satírica e onírica. Para não sair dos "írica" diria ainda que é lírica. Algo como se Buñuel bebesse pinga no Araguaia. Dalí daqui mesmo. Um tropicalismo brejeiro e surreal. Subverte-se a narrativa do cinema, tornando a imagem em mensagem... e a mensagem em delírio.

Foi na galeria Mauro Cunha que eu disse: Conceição é meu filme favorito! A resposta veio como um comercial da tramontina: Sério?

Fiquei pensando: what´s not to like??

Tempos depois a fita ressurge, com uma ou outra mão de tinta das ilhas digitais, no CHICO 2010. E, assistindo na tela grande, gostei mais ainda. A capacidade de imersão é fundamental num filme desses que provoca nossa lógica audiovisual forjada na telenovela. Hélio sabe disso. O surrealismo, antes dos documentários, era o seu DNA cinematográfico. Que o diga Antônio das Mortes. 

Na tag do filme vem uma descrição definindo-o como "experimental".

Pois experimente.

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=WxwV0bRa0Xk



Escrito por andrenaraujo às 08h44
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CABO ENROLADO

FInalmente passou no senado a nova lei que regulamenta a tv a cabo no Brasil. Na prática mesmo, só se percebeu a mais nova abertura para as teles. Gostaria mesmo de saber que grande serviço de qualidade as teles já nos prestaram (sem atacar nosso bolso) para merecer tanto apoio do governo. Como se não bastasse nos oferecer uma das piores internetes do mundo, serviços telefônicos nada confiáveis e ainda cobrar caro por tudo isso, elas agoram podem desfilar usa competência no mercado de TV´s por assinatura.
Vamos deixar claro. Não acho que o setor viva as mil maravilhas. Concordo que a programação é engessada e limita muito o poder de decisão do consumidor que se vê obrigado a optar por pacotes que não atendem seus interesses. Mas daí a colocar as teles no meio da brincadeira parece jogo de cartas marcadas onde já sabemos bem quem sai ganhando e, podem esperar, não seremos nós consumidores.

Ao mesmo tempo em que cria reservas de mercado para produções nacionais e independentes, amplia a possibilidade de controladores estrangeiros nas operadoras. Um contra senso claro. Outra coisa é que no papel é sempre muito bonito colocar “espaço para produções nacionais” e “cota para produtoras independentes”. No papel. Na realidade, boa parte da programação nacional das TV´s a cabo JÁ são produzidas por produtoras “independentes”, que nada mais significam que empresas fora dos canais que são exibidos. Boa parte da programação do Multishow, GNT e afins é feita em produtoras fora da GLOBOSAT. Agora com reserva de orçamento para as independentes, adivinha quem vai receber essa grana? VOcê produtor que se mata para realizar um curta, ou a URCA FILMES que produz inúmeros sitcons (alguns deles totalmente dispensáveis)?
Outra obrigatoriedade nula é a da presença de um canal brasileiro a cada três gringos. Isso só aumenta o número de canais religiosos que se enquadram como nacionais, fazendo o seu pacote de 150 canais ter pelo menos uns 30 gritando o nome do Senhor , ou pior, vendendo jóias a madrugada inteira.
A imposição de programação nacional no horário nobre, além de inócua,  é atrasada. Em tempos de TIVO e Sky + não faz sentido legislar em cima de horários, uma vez que o futuro que se anuncia é a do espectador definindo o que quer ver entre os programas que ele tem gravado no seu equipamento. E que o fará em horário nobre, desprezando o que está “passando” naquele momento.
Enfim, é o governo chegando muito atrasado a mais uma discussão, como já fez no famigerado projeto de lei conhecido como Lei Azeredo, que está totalmente fora de sintonia com a realidade da internet do país. Sem conhecimento e operando sob regras do século passado, as novas leis só enriquecem ainda mais os donos de teles que devem estar comemorando as recentes aberturas que o governo insiste em lhes promover, como o tal PNBL, feito sob medida para encher os cofres de operadoras que oferecem internet de baixíssima qualidade.



Escrito por andrenaraujo às 09h46
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E O HIERÓGLIFO, QUEM DIRIA, VIROU EMOTICON

Daqui uns tempos, quem sabe, teremos a noção exata do que esse começo de século 21 vai deixar de legado cultural. Mas acredito mesmo que estamos diante de uma das maiores transformações de relação com o conhecimento de toda nossa história. Conhecimento este que nos chegou através da escrita que parece ter encontrado o fim da linha. No estado de Indiana, nos EUA, o ensino da letra cursiva passará a ser opcional. A decisão confirma tendência de outros estados americanos. A se estender essa tendência pelo resto do mundo, em breve teremos uma geração que, diante de papel e lápis, saberá pouco o que fazer. Pessoalmente acho muito estranho um mundo onde a escrita se limite ao teclado. A própria forma da letra vai saindo daquela coisa cheia de perninhas e emendas e passando a mimetizar a letra de forma do computador. O teclado ocupa o lugar da caneta. A anotação agora precisa ser “salva”. O recado tem que estar no celular. A impressora é a grande calígrafa do mundo. Daí me pego pensando de a clássica pintura com os dedos do jardim da infância corre o risco de ser feita no Paint Brush.

Via twitter o Claudio Faustino manda “Eu já me peguei com uma certa "dificuldade" de escrever letra cursiva e ler em voz alta. Culpa do era digital. “

Se isso parece um sinal de como nosso conhecimento será registrado e passado adiante, que tal essa?
Estudo mostra que google tem efeitos mais devastadores para a memória do que drogas leves.

E isso não é ruim!
De fato, as novas tecnologias de transmissão de conhecimento estão alterando a forma como gerenciamos nosso HD principal: o cérebro. Não precisamos de tanto espaço para arquivar dados. Mas ainda não sabemos se podemos usar esse espaço para acelerar o desempenho, como ocorre nas máquinas. Longe do futuro apocalíptico dos cinemas, onde as máquinas tomam consciência e resolvem dominar o mundo, o mais lógico é que elas passem a integrar nosso organismo, armazenando informações, fazendo cálculos e interagindo das mais diversas formas com o mundo e as pessoas que nele vivem.
Vou começar a me preocupar mesmo quando as pessoas pararem de escrever, ou digitar, ou teclar, e passarem a usar os emoticons, aqueles ridículos ícones animados que parecem vir de uma geração muito anterior da informática. Me incomoda que estejamos na era do youtube em HD e as pessoas me mandem um desenho de um solzinho com óculos escuros pra desejar bom dia.
Falando em youtube, é de assustar saber que todos os dias são quase 100 mil novos videos no site. Olha ai onde nosso conhecimento foi parar!

 



Escrito por andrenaraujo às 09h54
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A TERRA DE ALGUÉM

Diferente da televisão e do rádio, a internet é um meio de comunicação que tem espalhado entre seu público um sem fim de especialistas-técnicos. Quantas pessoas você conhece que entende o funcionamento da televisão além de ligar, desligar e alterar o volume? A internet conta com um público amplo que inclui desde o usuário simples, que acessa o email e pronto, ao temido e famoso hacker, essa espécie de gênio do mal, cujo poder é fazer coisas na rede que só vemos em filmes. E ele encontra um território livre de leis e de amarras que o permite navegar tranquilamente pelas aguas do anonimato e da impunidade, dada a dificuldade das forças da lei de: 1 - encontrar esse cidadão e 2 - tipificar o crime que ele comete.
Mas isso está no caminho de mudar.
Claro que todas as leis vigentes se aplicam aos crimes de internet. Um roubo segue sendo um roubo dentro da rede. Ainda assim, cerca de 50% dos crimes denunciados não podem ser punidos pela falta de legislação, garante a coordenadora da Promotoria de Combate aos Crimes Cibernéticos de Minas Gerais, Vanessa Simões. Mas agora, com os brios aflorados pelos recentes ataques a páginas governamentais, eis que nossos nobres políticos resolveram votar a famosa Lei Azeredo, projeto de lei que tipifica crimes cibernéticos. O problema é que o projeto recebeu uma saraivada de críticas nas audiências públicas (sim, ao contrário de Palmas, as audiências são feitas ANTES de se votar um projeto). Diversos especialistas apontaram graves falhas no projeto, tais como o período em que os provedores de acesso precisam guardar os registros dos usuários que utilizam sua rede - logs de registro - por três anos, a previsão de penas excessivamente duras para delitos simples e a criação de tipos penais considerados muito amplos. Também ecoou muito  idéia de que primeiro se deveria criar uma lei civil para só então caminhar para uma criminal.
Nos EUA, que enfrentam crimes digitais de toda natureza, o Pentágono deu um passo importante para botar ordem no terreiro da rede. A partir de agora o ciberespaço é considerado domínio operacional, tal qual a terra, a água e o ar. Ou seja, as forças de defesa norte-americanas treinarão, praticarão e se prepararão para reagir a ataques cibernéticos. Foi preciso que 24 mil arquivos dos computadores de uma fornecedora do Pentágono fossem roubados por um serviço de informações estrangeiro para que essa nova abordagem da rede fosse decretada. O governo americano não informa nem quem roubou, nem o que foi roubado.
Por aqui já tivemos quadrilhas desbaratadas, algumas delas agindo aqui mesmo no Tocantins, reforçando a tese de que a internet não conhece fronteiras, mesmo que para o crime. O envio da proposta de lei, no entanto, está atrasado em quase um ano e a votação vai ficar para depois do recesso. Isso se até lá outro fato urgente não tomar as atenções dos congressistas que rapidinho deixarão de lado esse papo de internet que eles não entendem. Entendem tão pouco que um vereador de Palmas teria perguntado durante uma sessão: quem é esse twitter que tanto reclama da gente?

SHOW DO MILHÃO

Tá com um milhão de dólares dando sopa? Que tal comprar um cartucho de um videogame que não existe mais? Tá lá no eBay. Um cartucho para MegaDrive contendo o jogo Tetris, autografado por Alexey Pajitnov, está a venda pela bagatela de 1 milhão de dólares. Por que esse preço? A lógica nerd dos colecionadores explica. O jogo chegou a ser fabricado pela SEGA, fabricante do MegaDrive (alô anos 90, tem alguém aí?) porém a marca Tetris teve seus direitos comprados pela rival Nintendo, obrigando a marca do porco-espinho Sonic a destruir o que já tinha sido fabricado. Acontece que alguns cartuchos escaparam e o dono desse especificamente se encontrou com Pajitnov e conseguiu que o russo autografasse a capa. No eBay tem a foto do cartucho autografado e do dono junto a Alexey, que é para garantir a legitimidade de tudo. Agora é esperar os lances. Minha aposta é que vende rapidinho.




Escrito por andrenaraujo às 11h22
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ESTE TAL TWITTER


Das dezenas de redes sociais que hoje fazem parte da nossa rotina, o twitter é o que mais necessita de uma análise. Particularmente as pessoas públicas são as mais necessitadas dessa análise.
Talvez pela impessoalidade, ou mesmo pela concisão do raciocínio que os 140 caracteres exigem, o fato é que nenhuma das redes está são suscetível a má interpretação como o twitter. O primeiro grande erro é não entender que com o twitter, vc é o assessor de imprensa de si mesmo, falando sem filtro, sem debate, e as vezes, sem controle. A facilidade de postar uma mensagem as vezes ultrapassa o tempo do bom senso e pronto: polêmica a vista.

Comediantes, que vivem de fazer piadas, não estão a salvo da fúria politicamente correta que patrulha o twitter, imagine você, caro ouvinte.

Outro erro comum é a dificuldade em separar a pessoa do profissional no momento de postar um microtexto. Como todo brinquedo novo, testamos todos os limites dele, o que ocasionalmente pode levar o brinquedo a quebrar. E, como todo brinquedo novo, ainda não aprendemos direito como é que funciona. O grande problema é que o twitter se consolidou> Enquanto era uma brincadeira entre conhecidos e desconhecidos, estava tudo bem. Acontece que a coisa cresceu e passou a ter credibilidade, daí o que se falava ali, as 3 da manhã, na volta do aniversário da cunhada onde vc bateu boca com seu primo comunista, socialista, petista, dentista ou qualquer outro ista, agora é encarado como uma declaração oficial. E você, sozinho no seu quarto, esquece que fala pra uma teatro cheio, algumas pessoas pra um estádio. Algumas pra cidades inteiras.

Aqui no Tocantins o twitter ganhou uma enorme janela. O Jornal do Tocantins passou a publicar frases pinçadas das timelines tocantinas. Por enquanto a maioria são mensagens ao próprio jornal, mas não será nada estranho se tweets de políticos, artistas, professores, advogados, ou seja, qualquer pessoa sobre qualquer assunto cair na página do jornal e ganhar repercussão em todo canto. Lembrando que o twitter não separa pessoa de profissão.

O twitter já deu demissão. Uma funcionária do STF brincou com a longevidade do Senador José Sarney usando a conta do próprio STF no twiter e acabou na rua.

O Twiiter já deu processo. Comentários considerados racistas, homofóbicos, preconceituosos, ofensivos, e etc já foram parar nos tribunais.
O twitter já matou pessoas. As falsas mortes de apresentadores de televisão, repórteres e humoristas volta e meia assombram a rede.

Se matou, também ressuscitou. No twitter vc pode conferir os comentários de Mussum,  Jesus, Michael Jackson e até Deus.

Sempre deixando para o usuário a vontade e o juízo de saber o que é real e o que é falso. O que é humor e o que é ofensa. Tudo sem contexto, sem entonação, sem timming, sem tom de voz. Na lata. Daí o perigo de não saber o que é pessoal e o que é profissional. E é sempre bom lembrar. Assim como dirigir, não twitte depois de beber.

 

CINEMA

 

Ainda pagamos a conta de Tubarão.

Desde que Spielberg lançou seu Tubarão na temporada de férias que é assim. O mês de julho, que corresponde ao verão americano e as férias escolares lá e aqui, é o inferno na terra dos cinemas. Tudo é feito para disputar a tapa o naco mais gorduroso da audiência das salas de exibição: o cinema. Os adolescentes. E é assim que nós assistimos, julho após julho, filmes baseados em brinquedos, franquias de brinquedos, brinquedos filmados e livros que viram filmes-brinquedo tomarem as telas e quebrarem recordes ano a ano. Piratas do Caribe 4 ultrapassou 1 bilhão de espectadores. Transforners 3 já faturou 400 milhões em uma semana de exibição. Titanic vai voltar em edição 3D para tentar chegar aos 3 bilhões de almas chorosas. Portando minha dica cinematográfica dessa semana é: compre um livro, peça um café e espere agosto para assistir um filme no cinema.



Escrito por andrenaraujo às 12h02
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#CBN 29/06

Nova pesquisa sobre o uso da internet no Brasil traz alguns dados interessantes.
Além de detectar um aumento de 15% nos acessos a rede em domicílios urbanos, o Comitê Gestor da Internet No Brasil mapeou os internautas pela sua participação em redes sociais. E é aí que temos uma pequena surpresa.

Ao contrário do senso comum brasileiro, acostumado a identificar a região sudeste como porto seguro dos grandes números, é a região Nordeste que aparece com maior índice de penetração/usuários, com 75% das pessoas cadastradas nesse tipo de serviço. A região sudeste é a última colocada, com 67 %. No miolo aparecem as regiões Sul e Centro-Oeste, com 70%,  e Norte com 68%.  
Outro dado a se destacar é o número de acessos via lan-houses. Nada menos que 44% dos acessos são feitos nesses estabelecimentos. São pouco mais de 30 milhões de internautas, uma São Paulo, com todos os seus santos juntos.
Aqui em Palmas é comum encontrar lan-houses completamente lotadas e as salas instaladas pelo poder público vazias. O que faria com que as pessoas optassem por pagar pelo acesso ao invés de navegar de graça utilizando as salas públicas? Isso é fácil. Começa pelo livre acesso. As salas públicas possuem chaves de controle e censura que bloqueiam inúmeros sites (inclusive algumas redes sociais, conforme me contou um ex-aluno frequente nas lans). E o pior é que o estado está correto nisto. Ele é responsável pelo conteúdo acessado em suas máquinas e tem o dever de coibir o mau uso. Mas param por aí as (boas) desculpas das salas públicas estarem vazias. Se o problema é a deturpação do uso, que se eduque o usuário. Acredito que nas escolas já aconteça alguma coisa nesse sentido. Não tem como negar a massificação das redes sociais e ensinar os “certos” e “errados” neste campo deveria ser (se já não o é) uma enorme preocupação dos educadores.  O problema é que a internet é, na maioria das vezes, mais rápida no gatilho. Outro ponto. Algumas lan houses oferecem cursos de informática e horas extras como troca de pontos numa espécie de programas de milhagem.
Isso facilita a fidelização dos clientes que encontram ali um espaço de aprendizado livre e barato. E nem vamos começar a falar dos videogames, a mais incompreendida forma de comunicação e entretenimento. Acusados de tudo, menos de educar, os jogos são sempre postos como os vilões da boa informática. Uma indústria que movimenta grana que a do cinema deveria ter olhos (capitalistas) mais interessados num país com tanta gente conectada.

E já que falamos em velocidade e tecnologia aqui, vamos falar de Igreja Católica. Ontem o papa Bento XVI tuitou pela primeira vez. Direto de um Ipad o santo padre anuncio o portal de noticias do vaticano. Mais do que um espaço para os comentários e opiniões do santo padre, a conta é um canal de notícias de outros veículos do Vaticano.  Nunca a expressão “atrair seguidores” foi tão bem aplicada ao twitter.


O comediante Rafinha Bastos tuitou uma vez que o álcool gel é o simbolo máximo da nossa paranóia. Ele estava certo. Apesar da maioria dos cinemas tomarem todos os cuidados de higiene com os óculos 3D. Apesar de nem um único caso de contaminação via óculos 3D tenha sido levantado por emissoras de TV, sites, pesquisadores médicos, etc. o fato é que acabaram de regulamentar a higienização dos tais apetrechos. Mais paranóico que isso é só a cobertura dada pela mídia, que colocou medo até no filho de 5 anos de uma amiga que agora quer levar alcool gel pro cinema.



Escrito por andrenaraujo às 10h10
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CBN 22/06

Hackers do gupo LulzSec invadiram e tiraram do ar os sites da Presidência da República e do governo brasileiro. O LulsSec é um grupo internacional com células autônomas em diversos países. Eles gostam de se apresentar como paladinos da justiça digital, sempre em defesa da liberdade de expressão e contra governos que consideram inimigos da internet livre. Claro que não é bem assim. Atacar os sites oficiais de um governo democrático em um país de sociedade livre dá bem a medida dos conceitos dessa turma. A ação destes grupos está mais parecida com o comportamento de pixadores de grandes cidades do que com o de um Robin Hood pós-moderno e seu bando alegre de hackers. Hackers e pixadores são motivados por conquistar picos antes de seus rivais, sejam eles torres de igrejas antigas ou sites oficiais de governos e companhias de cartão de crédito. Ambos não são mais que meros vândalos.
Mas o vandalismo digital não é a única modalidade de crime que se pratica pela internet. Golpes das mais incríveis formas e histórias, pornografia infantil, e até mesmo o crime organizado se fazem presentes nas páginas policias. Aliás, os crimes “virtuais” contra o sistema financeiro já trouxeram algumas operações especiais da PF para o Tocantins. Longe dos autoproclamados ideais nobres dos hackers que derrubaram os sites do governo, essas quadrilhas fraudavam contas bancárias para andar pela cidade em camionetes importadas. Eram os Robin Hoods deles mesmo. E, como tudo nos dias de hoje patina em áreas cinzentas, deixando o preto e branco para o cinema velho, não se incomodavam de roubar todos os correntistas do banco, sem distinção entre os ricos e os pobres. Ladrões democráticos.

Falando em cinema em preto e branco, dois parágrafos audiovisuais na coluna de hoje.
O primeiro fala de inveja. Inveja que todos os diretores de cinema do mundo, profissionais, consagrados, amadores e fracassados, sentem conjuntamente de Woody Allen. Todo ano este senhor senta a uma mesa, escreve um roteiro, chama os atores que quer, filma na cidade que escolher e lança um filme que, independente do resultado, sai acima da média. Vez por outra ele faz ainda mais do que isso e entrega ao público uma pérola. É o caso de Meia-Noite em Paris. Leve sem ser frívolo, o filme é um estudo sobre inadequação e nostalgia. Owen Wilson interpreta um roteirista de Hollywood cansado de ser vampirizado em incontáveis obras fúteis dos estúdios e, numa viagem com a família da noiva aristocrata, descobre uma Paris que se adequa a suas aspirações, ainda que ela já não exista mais. Contar mais do que isso é estragar boa parte das pequenas surpresas da história. É inteligente sem ser pedante e bem menos histérico que alguns títulos do diretor. Allen parece relaxado no melhor sentido da palavra e todo o elenco parece se divertir horrores com o trabalho.

O segundo parágrafo é sobre um apagão. Faltam poucos dias para o encerramento das inscrições do MIRAGEM, mostra de cinema e video de Miracema, e não existe nenhum filme tocantinense inscrito. Podemos explicar com diversos números e dados este ano improdutivo do audiovisual regional. Que não temos editais em muitos anos. Que os que tivemos não foram pagos, caso do BR em MOVIMENTO, ou que nem tiveram seus resultados divulgados antes de afundarem no mar de verbas das eleições estaduais, como o da FCT. Mas a verdade mesmo é que existe um desinteresse enorme por parte dos realizadores. Fazer um curta demanda tempo, dinheiro, mobilização, coisa que pouca gente tem hoje em dia. O CHICO, que vem logo em seguida e está programado para acontecer durante a FLIT deve passar pelo mesmo problema.

TWITTER

O Twitter tocantinense vive dias de relativa tranquilidade. Depois das acaloradas discussões sobre encalhadas, cinemas e etc, a turma dos 140 caracteres anda pacata e sem grandes arroubos. Não sei se tem alguma coisa a ver, mas o hashtag que domina os TT´s de Palmas nesse momento é #frasesbobmarley. Isso explicaria tanta calmaria, segundo o FHC.



Escrito por andrenaraujo às 11h12
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A MÍDIA, A MÉDIA, a MODA

Daqui uns anos vamos olhar para trás e achar muito, mas muito estranho mesmo que nos dias de hoje ainda comprássemos tanta mídia para se ter música, fotos e filmes em casa. Foi um fenômeno curto, se tirármos dessa conta os livros. Da invenção dos tipos móveis até o livro se tornar uma mídia, digamos, popular, são décadas, séculos e há quem diga que tal produto jamais será popular, apesar de comum. Da invenção do fonógrafo foram décadas para se chegar nas fitas de rolo, no vinil. As fotos estão aí para mostrar que desde o daguerreótipo é possível congelar o tempo. Nós compramos filmes, revelamos e agora simplesmente conectamos um pendrive na TV de LED para atormentar os amigos com fotos das férias (e o que é o Facebook senão um eterno slideshow das férias dos outros?). Com os filmes então a coisa foi meteórica. Do nostálgico projetor super-8 ao Blu-ray, assistimos a imagem perder riscos, fantasmas e ganhar pixels. Em todos esses equipamentos a premissa era a mesma: ter em casa sua música, seu filme, sua lembrança preferida. A possibilidade de colecionar ítens de entretenimento e cultura nessa escala gerou um mercado gigantesco, mas esse não é o assunto dessa coluna. Já voltamos nele.
Em semana de E3, a maior feira de games e tecnologia do mundo, quem roubou a cena mais uma vez foi Steve Jobs. Acho curioso como a Apple é capaz de produzir tanta tecnologia de ponta, antecipar (ou criar) tantas tendências, mas é incapaz de caminhar sem o seu guru. Muita gente toma essa relação entre clientes-empresa-CEO como religiosa. Jobs parece não querer dissipar essa nuvem mística. O nome do novo livro sobre o líder dos macmaníacos se chama Steve: the book of Jobs. E foi flutuando nessa núvem que ele anunciou o iCloud, serviço de armazenamento de conteúdo online da Apple. Muita gente pensa que o armazenamento em nuvem significa que seus dados vão estar flutuando pela internet e não é bem assim. Eles vão estar bem guardadinhos lá nos HD´s da Apple, deixando espaço livre no seu HD para você guardar... bem... isso ele não explica. Até aí novidade nenhuma, mas como a Apple é a Apple se espera muito das funcionalidades desse serviço no que diz respeito a sincronia de aparelhos, pesquisa e oferta de produtos. É a Apple tentando cavar mais espaço fora das trincheiras do hardware. Mas o que mais me chama atenção é imaginar que as gerações futuras não saberão o que é ter um DVD, um VHS, um vinil, uma foto revelada e todas essas mídias que construiram nossa memória afetivo-cultural por tantos anos.
Salvar e Publicar
Falando em serviçøs online, fico me perguntando o que acontece com o Tocantins que não se apropria de tanta facilidade que a internet oferece. Imaginem um serviço de compras online que funcione de verdade por aqui, com entregas rápidas e certeiras!? Escapar da fila do supermercado comprando no conforto de casa e pagando com o cartão. Em 2 horas as compras chegam. Roupas, comida, ingressos, e tudo o mais vendável no Tocantins, só na loja. A CDL me dá a impressão de não gostar da idéia nas poucas vezes que se manifesta sobre o assunto, mas na minha cabeça são as próprias lojas daqui que deveriam ocupar esse espaço. No poder público então. São poucos os serviços que o cidadão dispõe na net em relação ao estado e ao município, além de informações básicas. Será que nossa demanda é ainda tão pequena que ninguém se arrisca ou se incomoda?



Escrito por andrenaraujo às 09h18
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O SISTEMA

Vejam o que é o mundo canibal da internet. Em menos de 15 dias a Banda mais bonita da cidade despontou, teve 4 milhões de acessos, apareceram no Fantástico, fizeram paródia deles mesmos e já são coisa velha na cultura flashpop dos correntes dias. Dizem que um padre anunciou: vamos fazer a oração que Jesus nos ensinou. E a igreja: "Meeeeu amoooor, essa é a última oração..." Ninguém mais aguenta ouvir Oração. E a música tem mesmo um "que" de oração porque só me lembra o Pe. Marcelo Rossi olhando pra uma estátua e repetindo Ad Eternum: "Jesus, orai por nós... Jesus orai, por nós... Jesus! Orai por nós... Jesus? orai por nós...". 

Mas então, como sobreviver nessa selva binária?

Boa parte do que gira de conteúdo de entretenimento pela internet já está dominada. Temos essa idéia de que a internet é um espaço público, mas não é. Ela é privada e tem interesses privados. Também se tem uma impressão de que a internet é lugar de talentos escondidos ou oprimidos encontrarem aqui a liberdade de comunicação que os separa do seu público. Não é também. Boa parte dessa informação se perde em discussões de novela, facebook e comércio. A revista Época traz uma matéria essa semana sobre os desafios da telenovela, esse formato audiovisual tão consagrado no Brasil, diante de um público conectado. Nada incomoda nessa história. As novelas seguem dando a audiência necessária, vendendo o que pode e a internet aumentou foi o fluxo de discussões acerca das tramas. A internet não é para amadores. Ela os aceita, quase sempre condenando-os ao anonimato, até que eles quebrem a coluna e desistam. Tudo isso para se chegar no site MUNDO CANIBAL, um dos braços da Fábrica de Quadrinhos, marca que engloba produtos para televisão, publicidade e cinema. O MC se tornou conhecido anos atrás com um vídeo de muito sucesso chamado Havaiana de Pau! Esse vídeo foi um dos primeiros fenômenos virais genuínamente brazuca e com um humor transgressor que sumira da televisão politicamente correta que só a estabilidade econômica pode trazer. Confesso que nem é meu tipo de humor, por isso nunca dei muita bola pro que eles produziam, mas sabia que, anos após ano, o estúdio se mantinha bem posicionado no mercado e na audiência. Recentemente assisti o mais recente episódio da série "PARTOBA" que eles produzem. O nome vem da mistura de Parkour com tomar no... bom, você já sabe. Nada mais é do que a boa e velha videocassetada, uma compilação de tentativas errôneas de praticar esse esporte. Mas o que dá o charme, se é que posso chamar assim, é a narração bizonhamente indiferente a dor alheia que zomba com risadas histéricas cada tombo. Involuntariamente comecei a rir. É tão absurdamente sem noção que eu não aguentei. Na hora pensei: como esses caras conseguem se manter tanto tempo produzindo um material tão ousado em tempos tão policiadores que em 15 dias uma banda nasce, cresce, reproduz e fica chata? Daí reparei que o site deles tem entre seus anunciantes hipermercados e carros importados. Sabão em pó e sites de viagem. E, olhando lá em cima, vi que eles são parte de um dos maiores grupos de comunicação da internet brasileira. Eles são parte do SISTEMA! O mesmo sistema que, a essa hora, está absorvendo a música da Banda mais bonita da cidade e, podem esperar, começaremos a ver a versão sertaneja com Luan Santana, a versão Restart, a versão sei-lá-o-que-é-isso do Latino. 

Ainda bem que o carnaval já foi, ou estaríamos ouvindo agora a versão axé.

"O SISTEMA não perdoa, parceiro." Cap. Nascimento



Escrito por andrenaraujo às 10h01
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DESCANSE EM PAZ, CINEMA.

 

O cinema tocantinense morreu?

A pergunta me persegue a alguns dias. Chancelada por alguns dos produtores locais, me sinto compelido a responder. Antes disso, é interessante tentar olhar para trás e entender como o cinema existiu até agora no Tocantins. 

Em um estado que surgiu justamente para atender uma região abandonada por Goiás, é normal que as prioridades passem longe da arte. Aliás, esse parece o lema do Tocantins para seu cuidado com a produção cultural. Farinha pouca, meu pirão "premero". Chegamos ao requinte de ver um governador assinar uma lei aprovada anos atrás, anunciar um edital com verba definida e, de repente, tudo desaparecer junto com o governante que hoje gagueja pro vazio. Dentro desse show de horror está o cinema. Arte cara, difícil de se fazer, difícil de circular. Mesmo nesse cenário ainda tivemos alguns insistentes que, por amor, loucura ou teimosia, seguiam na labuta de se filmar por aqui. Festivais, associações, projetos (ô palavrinha que engana), de tudo se fez aqui para que o cinema local caminhasse. E ontem, sentado em uma reunião da ATCV com mais uns 8 gatos pingados, pensei comigo mesmo: estamos velhos pra isso. Mesmo admirando o esforço hercúleo da colega Yonara a frente da Associação (e muita coisa boa deve sair dali ainda), sou obrigado a concordar que o cinema tocantinense jaz no chão da Sala Sinhôzinho. Tão pequeno e abandonado quanto o cinema que tantas vezes sediou o CHICO. Morreu. Para nós. O que não significa que não pode se levantar e Lazarear telas por aí. O fato é que NÓS não temos mais espírito para isso.

Talvez uma nova geração chegue e comece a fazer a diferença. E quando digo nova geração não me refiro a crianças e adolescentes que participam de projetos sociais, o que não tira os méritos destes. Mas são projetos sociais e ponto.. O cinema não é social. Não existe pra incluir socialmente, existe como atividade comercial. Enquanto não filmármos o que o público quer ver, seremos reféns dos festivais e de mostras obscuras que ninguém (nem o autor do filme) quer ir. Enquanto só produzirmos quando o governo faz uma caridade e deixa cair da carteira alguns trocados, vai ser assim. Políticas públicas deveriam garantir o acesso e a comercialização da produção, não a própria produção. O cidadão deveria conseguir produzir seus filmes com o dinheiro que o anterior gerou. 

Nós falhamos até agora. Tentamos criar um terreno fértil para a ocupação dos novos realizadores mas... onde estão eles? Estou falando das universidades. A ATCV anuncia algumas ações que realmente podem trazer oportunidades de aprendizado e de produção, mas precisamos de sangue novo. As mesmas pessoas que produziam 10 anos atrás ainda estão produzindo, com a adição de um ou dois (muito louváveis) nomes. Ontem mesmo na reunião, metade vinha da mesma geração universitária. O CHICO começøu na universidade, eu comecei e mais um monte de gente.

Mas estamos velhos.

Adoraria viver (bem) de cinema, mas essa é uma realidade que mal existe no Brasil, imagine em Palmas.

O cinema tocantinense morreu... mas passa bem



Escrito por andrenaraujo às 09h21
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CBN COMMENTS

A banda mais odiada da cidade

Tom Jobim cravou: “Sucesso no Brasil é ofensa pessoal”

Tudo começou com um video gravado pela banda mais numerosa da cidade.
O video ficou bom, a música é grudenta e tem um quê de mantra, o que significa que atingiu em cheio o bicho-grilo-cibernético (e eles são muitos - culpe a inclusão digital). Mas o fato é que o video já tá batendo 2 milhões de views e já ganhou dedicadas e depreciativas paródias.

A banda mais bonita da cidade, com sua música “Oração”, é a banda mais odiada da internet.
Seguindo a lógica do que é descolado, quem viu primeiro e agora assiste a explosão com um misto de inveja e raiva porque a grande massa absorveu seu gostinho específico.

E tome paródia, gritaria, acusação de plágio. O fato é que a banda mais bonita da cidade deve migrar de mídia rapido. E quem não gosta não vê a hora de saborear a presença deles num BBB da vida.

DIA DO ORGULHO NERD

E hoje não tem pra ninguém em twitter, facebook, orkut (se é que alguém ainda está lá), MSN.
Os amadores, os aventureiros digitais, hoje se sentem fora do seu domínio. Não tem Código Florestal, Pimenta Neves.
O que domina o mundo  hoje em qualquer rede social é a comemoração do Dia do Orgulho Nerd. Basicamente é o seguinte: Se você joga videogame, baixa filmes e seriados da net, combina pizza via facebook, compra comida pela internet, sabe que a resposta é 42. Você é um nerd!! Hoje você não vai entender nenhuma piada na internet, a não ser que você seja um NERD. E feliz dia da toalha a todos!


NOS TT´s TOCANTINS.

Virou moda (e de certa forma até funcional) organizar festas via twitter. Já tivemos a polêmica daquele que seria o primeiro encontro dos twitteiros de Palmas, o que gerou uma séria rusga entre o ensino médio e a Universidade da Maturidade. Como no twitter nada se perde e tudo se multiplica, este evento se juntou a uma das discussões mais famosas da breve história twitteira de Palmas: as encalhadas. Daí surge a eufemística “Single´s party”, ou, Festa dos solteiros> Eu entrei em contato com algumas pessoas que estão organizando o embalo e não tem nada muito definido. Só que vai acontecer no dia dos namorados e que vai ter um prêmio pro casal que se formar na festa..
Portanto prepare seu cozumel, abasteça seu celta e prepara pra matar aquela aula de pós-graduação porque vai ter festa.



Escrito por andrenaraujo às 09h55
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TIME-LAPSE

 

Depois de pouco mais de um ano de inatividade este blog volta a ativa.

Por que parou? Não interessa.

Por que voltou? Não adianta explicar.

O que sei é que voltamos. Portanto, sem perder tempo, vamos ao cinema.

Sim, um ano se passou e sim, continuamos sem uma sala de cinema comercial. Realmente não considero que a sala Sinhôzinho possa ser considerada comercial. Ela vai contra qualquer preceito do capitalistmo no que diz respeito a cuidado, qualidade, programação, etc. De comercial ali só se tem o ingresso cobrado. Mas as perspectivas não são as piores. No antigo shopping 4 salas da rede Severiano Ribeiro estão sendo construídas. Uma delas 3D. Dificilmente chegará por aqui um documentário em 3D como o que o Werner Herzog está lançando, mas vá lá. Teremos uma sala 3D. Na verdade teremos duas, uma vez que a rede Cinemark aponta seus mísseis para o shopping Capim Dourado. A promessa é de inaugurar logo. Pessoalmente duvido que alguma dessas salas promovam mais do que o cinema-pipoca-padrão. Se encontrar espaço no Espaço Cultural é difícil (sim, filmes tocantinenses são exibidos, quase sempre às muitas moscas que lá ficam a moscar), dentro das redes de cinema é que filme tocantino não entra. Mas a vida segue e a ausência das salas comerciais fez o público se sacudir. O Cine SemTela surgiu e se consolidou onde o cinema tem mesmo que surgir: a universidade. São esses estudantes quem devem tomar as rédeas da produção, da criação, da circulação e da frustração de se trabalhar com cinema no Tocantins. Nós estamos velhos. Foram esses estudantes que mantiveram alguma cultura cinematográfica na rotina dessa cidade. Cinema na praça, quase ao ar livre, sem muitas amarras. E com direito a discussão depois.

São poucos, mas o são.

Um ano sem postar nesse blog me deixou mais amargo em relação a produção. Se vejo alguns talentos se equilibrando para produzir, ou ainda estudantes despertando de um sono longo em que nada se produziu nas universidades, vejo também o recorrente descaso do poder público com essas pessoas que criam, registram e contam a história desse estado. O edital da Fundação Cultural virou poeira. As contas do CHICO (Festival de cinema e video de Palmas) do ano passado ainda não fecharam pois o governo assumiu e pulou fora na última hora de alguns gastos que, se comparados com as denúncias de milhões desviados, soariam ridículos aqui.

Sigam-me os bons. Aqui e no twitter: @andrenaraujo

Seria injusto não mencionar o quixotesco trabalho do Sesc. O CineSesc se mantém, um tanto longe, mas lá está, firme e forte, com sua programação que se esforça para não resvalar no muito óbvio ou comercial. E eu aplaudo isso. 

 

 



Escrito por andrenaraujo às 09h57
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VISÃO ALÉM DO ALCANCE


Daniel Filho é o cara. 

O midiático diretor e produtor cinematográfico brasileiro se encontra em estado de graça.  Na melhor fase de sua carreira ele sabe o que o público quer e, melhor do que isso, sabe como servir essa demanda como ninguém. 

Deixemos de lado a quase franquia "Se eu fosse você" I e II, onde o diretor consegue a proeza de levar o público de novelas em massa ao cinema para conferir, em pelicula, o que eles conhecem bem no video. Daniel é um produtor de mão cheia, colocando a serviço de produções marcantes (Cidade de Deus, por exemplo) toda sua experiência audiovisual garimpada ao longo de anos e anos de indas e vindas do cinema nacional. Na TV foi ele quem inseriu conceitos de cinema na teledramaturgia, como a opção de trabalhar com trilhas originas para os personagens principais. Equilibrando entre os sucessos comerciais filmes claramente pessoais, Daniel FIlho vem construindo uma singular carreira autoral com obras elogiadas pela crítica, caso de Tempos de Paz, que estou devendo, e do mais recente "Chico Xavier". Este último parece um ponto de equilíbrio na atual fase do ex-ator, ex-pegador, ex-todo-poderoso da dramaturgia da Globo. 

Estruturado em três fases distintas o filme é um primor técnico de acabamento, com ótimas utilizações de paisagens mineiras (Tiradentes) além de boas locações em Paulinea, o mais novo pólo do cinema nacional e que merece uma atenção maior de cidades interessadas nesse ramo. Sua maior falha na verdade revela um problema crônico no cinema nacional: a falta da atores mirins. Por mais que se esforce, o pequeno Matheus Costa (Chico criança) não consegue sair do padrão moleque-sangue-bom-carioca-da-globo, numa forçada tentativa de emplacar um sotaque mineiro. Mas isso pouco atrapalha a trama. Pontuada pela famos entrevista do médium ao programa Pinga-Fogo, o filme recorre a flashbacks para contar a polêmica e bela história do seu personagem-título. Angelo Antônio prova mais uma vez como é um excelente ator de cinema, apagando de vez a enjoada lembrança do sussurrante Beija-FLor de uma novela que ninguém mais se lembra. Nelson Xavier parece possuido pelo espirito de Chico, o que, numa produção dessas, vai saber, né? Mas o que se sobressair é a segura direção de Daniel, trabalhando elegantemente com a grua e com movimentos que lembram um Peter jackson em começo de carreira com Almas Gêmeas. O principal mérito do filme é não ser uma simples peça de arrebanhamento e pregação e, somente isso, já a coloca muito acima da elegia ao presidente Lula de Fábio Barreto. E olha que eu nem perdi meu tempo com o Filho do Brasil. Egberto Gismonti assina a trilha com simplicidade e beleza.



Escrito por andre às 09h53
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DEVASSA, LULA, DANILO GENTILLI E FEMINISMO ou PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DO OSCAR

 

Que estamos andando pra trás já não é surpresa pra ninguém. Minha digníssima já cunhou a frase definitiva sobre a internet. Os loucos não aumentaram com a internet, ela apenas colocou eles em contato. Assim, a patrulha ideológica do politicamente correto nada de braçadas, tendo o respaldo de outros doidinhos como eles. E eles foram rápidos em se organizar e condenar o comercial da (boa) cerveja niteroiense Devassa, com a devassa da Paris Hilton. O video é quase puritano se comparármos ao material das concorrentes, ou ainda a transmissão do carnaval em horário nobre e ao vivo, ou ainda a própria novela das oito onde o Zé Mayer não perdoa ninguém. Vejamos, pois, o último imbróglio que o humorista Danillo Gentilli se meteu ao fazer piada com a longa longevidade da apresentadora Hebe. Foi taxado de babaca pelo modelo/ator/modelo Bruno Gagliasso, o que deve ter tirado o sono do repórter do CQC. O fenômeno politicamente correto bateu feio meses atrás quando o comediante Robin Willians cometeu o absurdo de, vejam vocês, fazer uma piada. com o Rio de Janeiro, essa cidade ordeira e puritana. Curiosamente ninguém se escandaliza quando o presidiário (o que preside) Lula compara presos politicos em CUba com o Fernandinho Beira-Mar e o Maníaco do Parque. O Gagliasso não se preocupou com a piada do presidente, até onde se sabe. Mas estranho ainda é ver os PC (politicamente chatos) encherem a boca a todo momento para falar do Oscar de diretor(a) dado a ex-mulher do James Cameron, pois era assim que a Bigelow era chamada por todos: a ex-mulher do James Cameron.

Pronto. Falei do Oscar.

O

Kathryn Bigelow - o conjunto da obra



Escrito por andre às 18h56
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ONDE VIVE A INFÂNCIA

 

Solenemente (para seu bem) ignorado no Oscar desse ano está a gema Onde vivem os monstros, do poço sem fim de imaginação Spike Jonze.

Um filme que repousa lá naquela sensação que nós temos de uma melancolia não bem direcionada que sentimos ao pensa na infância. E como pode ser solitária essa fase. Max (Max Records) é um garoto que, após aprontar um tanto, foge para um lugar estranho e habitado por gigantescas criaturas tão infantis, imaturas e solitárias quanto ele. Claro que esse é um mundo imaginário, onde o tempo e a lógica obedecem apenas à cabeça confusa de Max e é por isso que este filme é tão interessante. Ao invés de capitular lições de moral e apelar para o bom agridoce disney, Jonze navega pela mente de uma criança que em nenhum momento se enquadra numa perfeição infantil cinematográfica. Max tem problemas e defeitos. Usa de sua doçura, manipula e mente. Mas isso não faz dele menos querido por nós, espectadores. Ao contrário, é isso que o faz real, além, é claro da impecável interpretação de Max, que passa ao largo da irritante precocidade das Dakotas Fannings da vida.
Um belo filme.

Cat Keener (intimidade é tudo) um tanto tiazona faz a mãe do guri.

A trilha é um doce criado por Karen O e mais um punhado de crianças



Escrito por andre às 14h37
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